O tempo não havia sido gentil com ela,tampouco as traças.
O envelope desintegrava-se em minhas mãos,sem que eu nada pudesse fazer.
O envelope desintegrava-se em minhas mãos,sem que eu nada pudesse fazer.
Imaginei ser uma carta de amor.
Um antigo,verdadeiro,e eterno amor.
[ que com o tempo deslizou entre os dedos,assim como acontece conosco]
Talvez aquela carta fosse a prova que Julieta precisava para saber o que havia acontecido ao seu Romeu.
Talvez aquela carta fosse repleta de explicaçoes,
e por nunca chegar ao destino desejado,mais um grande amor foi destruído completamente,deixado de lado.
Talvez...
Talvez aquele pequeno e mal cuidado pedaço de papel tivesse o poder de transformar vidas.
De salvá-las,ou destruí-las.
Talvez,em meio àquelas letras que eu imaginava,
estivessem encerradas verdades inconvenientes
Ou mentiras sinceras.
Tudo era possível.
Guardei-a.
Parte de mim queria saber o que havia ali.[Minha parte humana,curiosa,egoísta]
Parte de mim queria saber o que havia ali.[Minha parte humana,curiosa,egoísta]
Parte de mim sabia que eu não deveria abri-la.
Violar de tal forma as vidas alheias.
Violar de tal forma as vidas alheias.
Parte de mim continua imaginando...
Outra parte continua esperando uma certa carta...
Um comentário:
'Talvez,em meio àquelas letras que eu imaginava,estivessem encerradas verdades inconvenientes
Ou mentiras sinceras.'
mentiras sinceras me interessam ;)
lindo, muito lindo!
como tudo que tu escreve, já disse: - fã numero 1 aqui ;]
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