quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Carta

Achei, um dia, em meio há papéis sem importância, uma antiga carta.
O tempo não havia sido gentil com ela,tampouco as traças.
O envelope desintegrava-se em minhas mãos,sem que eu nada pudesse fazer.
Imaginei ser uma carta de amor.
Um antigo,verdadeiro,e eterno amor.

[ que com o tempo deslizou entre os dedos,assim como acontece conosco]

Talvez aquela carta fosse a prova que Julieta precisava para saber o que havia acontecido ao seu Romeu.
Talvez aquela carta fosse repleta de explicaçoes,
e por nunca chegar ao destino desejado,mais um grande amor foi destruído completamente,deixado de lado.

Talvez...

Talvez aquele pequeno e mal cuidado pedaço de papel tivesse o poder de transformar vidas.
De salvá-las,ou destruí-las.
Talvez,em meio àquelas letras que eu imaginava,
estivessem encerradas verdades inconvenientes
Ou mentiras sinceras.

Tudo era possível.


Guardei-a.
Parte de mim queria saber o que havia ali.[Minha parte humana,curiosa,egoísta]
Parte de mim sabia que eu não deveria abri-la.
Violar de tal forma as vidas alheias.

Parte de mim continua imaginando...

Outra parte continua esperando uma certa carta...







Um comentário:

Anônimo disse...

'Talvez,em meio àquelas letras que eu imaginava,estivessem encerradas verdades inconvenientes
Ou mentiras sinceras.'

mentiras sinceras me interessam ;)
lindo, muito lindo!
como tudo que tu escreve, já disse: - fã numero 1 aqui ;]